Muito tem sido feito em prol da defesa dos espaços a serem ocupados por Mulheres, especialmente através de Entidades que objetivam o associativismo.

Inobstante os inúmeros feitos das Mulheres na atualidade, a desigualdade ainda é latente. A discriminação ressoa em cada canto desse nosso país continental, redundando em menos espaços, precarização e remuneração inferior a praticado ao gênero masculino.

Em recente nota técnica o DIEESE apontou que a Inserção das mulheres no mercado de trabalho e cobertura previdenciária a despeito da modernização dos costumes e do aumento da participação feminina no mercado de trabalho, verifica-se, sob qualquer perspectiva de análise, que as mulheres brasileiras continuam trabalhando em condições mais desfavoráveis do que as dos homens.

Ainda de acordo com dados da Pnad Contínua, no 4º trimestre de 2018, assim se caracteriza sua situação de emprego:

O envolvimento das mulheres na atividade produtiva, mesmo tendo apresentado crescimento nos últimos anos, é menor do que o dos homens. A taxa de participação dos homens no mercado de trabalho era de 71,5%; e, das mulheres, de 52,7%;

As mulheres estão em ocupações menos valorizadas socialmente do que os homens, concentrando-se nas áreas de educação, saúde e serviços sociais (21%), comércio e reparação (19%) e serviços domésticos (14%) – atividades que se caracterizam como extensão do trabalho doméstico não remunerado (limpeza, educação e cuidados);

Com relação aos rendimentos oriundos de trabalhos formais ou informais, a remuneração média dos homens era 28,8%2 superior à das mulheres. Em algumas áreas onde as mulheres são maioria – como educação, saúde e serviços sociais – essa diferença é ainda mais acentuada: a remuneração masculina era 67,2% maior do que a feminina;

Mesmo entre as mulheres, há grandes desigualdades em torno dos rendimentos recebidos, em razão da dupla discriminação no mercado de trabalho sofrida pelas mulheres negras. O rendimento médio das mulheres brancas 3 era 70,5% maior do que o das mulheres negras, e 67,3% maior do que o recebido pelas mulheres pardas;

As taxas de desocupação femininas também permanecem bastante superiores às masculinas, chegando ao patamar de 13,5%, em 2018, contra 10,1%, para os homens. Na faixa de 19 a 24 anos, marcada por altas taxas de desemprego, quase um terço (27,2%) das mulheres estava desocupada;

Do total de mulheres ocupadas, 23,3% trabalhavam sem carteira de trabalho e 23,9% estavam em atividades por conta própria ou auxiliares da família, ou seja: quase metade (47%) das mulheres inseridas no mercado de trabalho não possuía registro em carteira, o que dificulta a contribuição previdenciária;

Das 40,8 milhões de mulheres ocupadas, mais de um terço (35,5% ou 14,5 milhões) declararam não estar contribuindo para a Previdência naquele momento. Esse percentual é de 62% entre as trabalhadoras domésticas e de 68% entre as “por conta própria”;

Cerca de 1/3 (35%) das mulheres inseridas no mercado de trabalho ganhava até um salário mínimo. Dessas, 64% não estavam contribuindo para a Previdência naquele momento.

Nesse contexto surge as associações que mais que buscar a interação e integração das Mulheres, a apresentação e discussão de pautas comuns e ainda ecoam e se irmanam na busca incessante de levar conhecimento e oportunidades as outras mulheres ao tempo que não se distanciam da sororidade valorizando àquelas que alçam voos maiores e conseguem reluzir neste nosso universo.

Lado outro, não descuidam dos desafios e da pauta sempre comum as mulheres, encaram as similitudes de condições, os desafios, as dificuldades, a tripla jornada, as conquistas, e sob o manto das frondosas sombras inspiradoras que são as Mulheres empoderadas seguem rumo a propiciar um mundo melhor.

Nesta senda, a nós mulheres cabe não só a efetiva participação mas também a valorização das Entidades Associativas  com especial apoio às valorosas mulheres que multiplicam suas jornadas e conseguem levar adiante este mister.